sexta-feira, 18 de maio de 2007

Identidade vaga-lume


Sugaram toda água do mar

E os icebergs se foram.

Seus corpos, antes ocultos pelo oceano,

Tornaram-se superficiais


Perdemos o mistério da profundidade,

A capacidade de ver além da 1a dimensão,

De decifrar mensagens de amor.


Ganhamos relacionamentos rasos,

Desprovidos de relação.

Ganhamos a tristeza da “liberdade”

Vendida pelas marcas, pelo “ter”.


Contudo,

Perdemos barreiras e distâncias,

Ganhamos o mundo,

Perdemos o medo de dizer,

Ganhamos o direito de ser.


Porque na escuridão,

Vaga-lumes transformam-se em lanternas

E sempre há a esperança

Do próximo nascer do sol.







P.S: .............................................................................

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O instantâneo eterno

(dançarinas de plantão!)


O instantâneo eterno

Encontro sua ausência,
Experimento sua presença,
Lembrança e medo do esquecimento,
Amor e dor.

Na sua imagem...
Encontro-me,
Lembro-me de quem sou,
Sinto o perfume desta rosa,
O calor deste sol,
A segurança de estar nos teus braços.

Enraizada na morte de um instante,
Morto porque não se repetirá,
Vivo por prolongar a vida que aconteceu...

E quando você se for pra sempre,
E esta foto se extraviar,
Este olhar permanecerá,
Gravado na alma do seu alvo,
Este afeto cuidará,
Que a luz não falte,
Para que novos instantes morram
E novas vidas sejam prolongadas